quarta-feira, 9 de abril de 2008

No sexo a fome é quem sacia.

Pintura - Gustav Klimt

Quero teus seios nus em minhas mãos.
Teu gozo em meus lençóis.
Teu úmido desejo em meu deserto.
Tua boca em meu sedento.

Quero tua ardência queimando dentro.

Quero a homilia sussurrante dos corpos.
O ritmo obsceno dos quadris.

Quero tua pele, teu suor, teu cheiro, teus espasmos.
Quero tua língua em minha sede.

Quero minha carne tatuada de tuas mordidas.
Tuas deliciosas e dolorosas mordidas.

Oferto-te inteira a minha fome.

Por que eis de querer a minha fome?

Queres porque a minha fome te basta, porque a minha fome te sacia,
A minha fome te oferece extremos.
A minha fome te violenta, te oferece orgasmos.
A minha fome te oferece a delícia de prová-la.

Um gosto de sexo na boca.
Um gosto de boca no sexo.

A minha fome te farta.

No sexo a fome é quem sacia.

7 comentários:

Amanda disse...

Um erotismo dos mais poéticos.
Beijo grande.

Silvestre Gavinha disse...

Poeta, que lindo o teu poema. Também gosto do erotismo assim.
Entrei para te agradecer a visita e o elogio e encontro esta beleza.
Depois de ler, fiquei mais contente ainda com teu comentário.
Brigadinha.
Você está entre os meus preferidos.Nos últimos dias tens muito mais instigado minha fome de poesia, tão lindos os teus bocados.
Um beijo.
Marie

Ebbios disse...

Ontem tu me disse que estava com dor de cabeça e não escreveu.
Me parece que pra Lellis a dor de cabeça passou e ela te deu uma bela inspiração! rsrs

Luciana F. disse...

"A minha fome te oferece extremos." Muito bom. Bjos!

Juliana disse...

Ousadia no limite!
É bom ler essas palavras logo de manhã. Elas vão dar idéias pra preencher todas as horas em que o pensamento estiver livre durante o dia.

Felipe disse...

"Lipirius": Ejaculante.

Julia Pastore disse...

que delícia, que força, que coragem, maravilhoso. estava a passear e fui tragada para dentro desse poema. obrigada por poder lê-lo ao meio-dia de uma segunda-feira, incrível.