
Quando escreveu a primavera Deus pensava em perfumar a sua solidão. Torná-la mais poética, povoada de aromas, inundada de sutilezas. A mais repleta das estações nasceu do ventre da solidão de Deus, as suas tintas ornam o poético que reside nas fragrâncias. As flores não possuem aromas, as flores vestem os aromas. Imaginem elegantemente vagando por ai, em noite ensolarada, um aroma vestido de orquídea. Delírio. Sou um colecionador de delírios.
Quando escreveu o inverno Deus pensava em se pensar melhor, e chorou. Encharcou o mundo, orvalhou a vida e fez nela brotar a poesia.
Quando escreveu o verão Deus quis dá um tom pomposo para o crepúsculo, hipnotizar olhos contemplativos, quis que olhos apaixonados tivessem a possibilidade de entardecer o amor desejado. Quis que poetas pudessem escrever frases como: Seus olhos de entardecer crepúscularam a minha noite. Meu amor cheirava a um lindo verão. Deus poemou tal estação e deu-lhe o calor do Seu acolher.
Quando escreveu o outono Deus quis que a poesia sempre renascesse, maravilhosa, quis o lirismo da delicadeza, o lirismo de árvore chorando. Quis fazer-Se poeta e Se fez.
Quando escreveu o inverno Deus pensava em se pensar melhor, e chorou. Encharcou o mundo, orvalhou a vida e fez nela brotar a poesia.
Quando escreveu o verão Deus quis dá um tom pomposo para o crepúsculo, hipnotizar olhos contemplativos, quis que olhos apaixonados tivessem a possibilidade de entardecer o amor desejado. Quis que poetas pudessem escrever frases como: Seus olhos de entardecer crepúscularam a minha noite. Meu amor cheirava a um lindo verão. Deus poemou tal estação e deu-lhe o calor do Seu acolher.
Quando escreveu o outono Deus quis que a poesia sempre renascesse, maravilhosa, quis o lirismo da delicadeza, o lirismo de árvore chorando. Quis fazer-Se poeta e Se fez.
11 comentários:
Poeta. Bem tornado. Obrigada pela visita, que me trouxe de volta às tuas linhas, como sempre belas.
Grande saudade de beber nessa fonte sempre lírica e suave.
Que posso dizer então do teu poema.
Lindo como flanar nas estações.
Deus te abençoa pelo que dizes.
Amem.
Beijão
Marie
Poeta saudades enormes de tuas palavras, assustadoramente ternas.
Parei aqui por acaso e adorei.
Escreves muito bem.
Abraço,
Aline
Lindo, lindo, lindo! Tudo o que tu escreves é lindo! Tava (e ainda estou) com uma saudade imensa do teu blog, de ti, de tudo que tem por aqui! Ameiiiiii o que li! Bjoks
Bellísimo, Alessandro.
Romántico incurable...
Te dejo besitos...
Você foi modesto! Colocou nas intenções de Deus tanta poesia, quando na verdade essa poesia saiu de você!
Abraços
absurdamente lindo!
tua poesia tem aroma de jasmim e baunilha! :))
abraços carinhosos do sul.
Também já fui uma estação.
Olá.
Pena que encontrei seu blog tardiamente (percebo que não atualiza mais), mas farei questão de dar uma olhada nas postagens antigas. Esse seu post posso dizer que foi, no mínimo, dotado de encanto.
São muito boas fotos, eu me lembro de minha terra natal, Itaim Bibi. Lembro-me de minha infância com alegria.
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