quinta-feira, 13 de março de 2008

Embebido de verbo

Pintura - Jean Basquiat


Hoje existi como quem habita um poema do Rimbaud. Encharcado de vinho e liberdade. Embebido de verbo. Sua poesia entardeceu meus olhos. Sua poesia tingiu de crepúsculo o meu olhar. Nomeio meus poemas para fingir intimidade. O que escrevo é o que me escapa, o que me transborda, o que me inunda. Meu desconhecido me envaidece, me faz poeta.
Hoje acordei com cheiro de palavras nas mãos. Com a alma tatuada de verbo, com a elegância do silêncio da voz.
Hoje algum poema me residiu.

Agora, deixou-me para o sono das palavras.

4 comentários:

Maira corossate disse...

"Hoje algum poema me residiu." Ser lar de poema deve ser sublime. Mesmo que seja por um dia. Adoro tudo aqui. Beijo.

Mike disse...

O poeta flerta com a morte. A morte nada mais é que o silêncio. O poeta flerta com a vida, que nada mais é que um grito. Um grito silencioso.

Parabéns pelo blog
Inspirador... perturbador... sedutor.

Abraço

Anônimo disse...

"com a elegância do silêncio da voz". muito bom mesmo.

Ebbios disse...

Os poemas que te residem são tão belos quanto os que fogem dessa morada que és?