quinta-feira, 6 de março de 2008

Poemeio

Pintura - Oswaldo Guayasamín


Em sua solidão o poeta chora o que não é chorado.
Em sua solidão, o poeta cria outras solidões
e passa a brincar com elas.

Em sua solidão, o poeta poema o que é silêncio.

Em sua brincadeira de verbalizar silêncios,
o poeta jardina o deserto de si.

Deserta de si qualquer lugar.

3 comentários:

maira corossate disse...

És poetas. Não há um tu. Há "tus" Palmeira. És no plural.
Abraços.

diego recife disse...

Teus textos são sempre belos e profundos. Parabéns.

Phrann disse...

A Solidão e a falta dela são as tintas dos mais lindos poemas.

Bjus!