segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Longínquo



Não sei se choro ou recolho as pálpebras em silêncio. Sem alarde ou aceno de sobrancelha. Sem tristeza.
Cuida bem dos teus olhos menina, não deixa outras paisagens fazer pesar os cílios. Não permita outros cansaços para a sede. Deixa a água ser água apenas quando banhar teu corpo e fizer de tua sede possibilidade de te sentir o ventre. Cuida bem dos teus olhos menina, não chore um silêncio depois que ele te invadir gritado. Não acarinhe a manhã se ela te doer nos olhos. Se ela logo te evidenciar a cor do teu dia.
Não sei se choro ou olho longínquo. Sem paisagem ou infinito. Sem você.
Cuida bem dos teus olhos criança, não os deixa afogados em teu medo e desejo. Não desespere seus sonhos, deixe-os em seus ninhos de amor e vontade.
No castanho dos olhos nos aproximamos, menina.

2 comentários:

Anônimo disse...

LIrismo a flor da pele.

Chacal disse...

Gostei dos sentidos de tuas frases. Sempre deixam um resquício de dúvida. abraços.