terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ser-tão-bardo

O sertanejo é repleto de paisagens.
Um ser apinhado de infância.
De seca e caatinga.
De labuta e sotaque.

È um reverberar de silêncios.
Um encorpar de verde mata
com resquícios de seca.

O sertanejo é um bardo de mãos calejadas.
Um ser que assobia o silêncio
E tem como vestes a madrugada.

2 comentários:

gabriela disse...

cerca de donde vivo también existen estos personajes rurales, "sertanejos" como les dicen allí.
Son iguales aquí o allá... tem como vestes a madrugada...
muitos beijos...

Ebbios disse...

Visto também a madrugada, posso dizer o quanto ela é aconchegante, mas meu assobio é desafinado.

Havia sentido falta de te ler sertão.